O lado certo do errado.
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Acorrento o olhar ás estrelas que vazam da janela enquanto diluo junto a saliva meio copo de vinho barato, trago os isqueiro de modo a beijar as faíscas que escorrem do meu cigarro, vazio, vácuo onde a luz não se propaga, eu tenho ódio desta fé tanta que leva as crianças para a igreja, eu tenho raiva deste Deus esculpido em esteriótipos e preconceitos, deste tom irônico carregado pelo meu violão vocal, enquanto ouço The Pixies, quero barulho e dor para ter certeza que não me entreguei a inercia da vegetação, meu corrimento oscila nos toques febris que arranho a parede, eu deveras iria morrer, nesta sensação de inchaço, quente, frio, dopada pelo doce que se tornou amargo entre meus dentes alvos, ácidos, torcidos em um sorriso forçado, minhas lágrimas tombam em meu ventre, eu não te queria aqui comigo, me exilem entre este toque de recolher e o próximo holocausto, me deprava neste inferno santo que não se chama estabilidade, eu odeio gente expansiva, eu odeio o alto teor de falta de senso, falta de tato, que me controlem, que não me amem o bastante, eu juro que queria que isto aqui calhasse em sentido, que meu dedos parassem de buscar a janela aberta e o curto circuito que me torraria a mente, o vazio hibrido do vácuo que não propaga nem o eco dos meus sussurros. Eu queria ter janelas no hospício que me encontro, no paraíso que enlouqueço, eu odeio igrejas, eu odeio este capitalismo tão platônico, e quero apenas que tudo se exploda enquanto eu me enrolo no meu manto destinado a pele.
- Larissa Céu  (via oxigenio-dapalavra)

Somos todos filhos dos mares.
Somos ancoras nos amares.
Somos náufragos nos andares.
Somos ondas passageiras,
porém tsunamis duradouros.

Não sei mais me abraçar, perdi os encantos em meus beijos. Meus olhos ainda claros, mas apagados, sem brilho. Minhas faltas aumentam. Não sei mais me conter, mas estou contido em um espaço só meu, vazio, sem cores. Perdi meus toques, minha inocência se refugiou em um canto dentre desse meu encanto, que está tão perdido que nem eu acho mais. Eu acredito que parti, que vivo vidas por décadas, daqui 10 anos me renovo, ou me repito.
- Julio Venori.  (via oxigenio-dapalavra)
Fica feio se eu chorar?
- Meu Pé de Laranja Lima.   (via reciprociar)

A nudez sentimental é tão bonita quanto a poesia escrita.

bunhi:

zaielle:

the4elemelons:

We should fear this guy

omg I want to do this

Omg

Tira a roupa e me escreve, me escreve nu e cru com os olhos leves e o peito carregado dos mais diversos e bagunçados sentimentos sem ter medo que eu não te entenda porque eu consigo te pescar no ar. Tira a roupa e me escreve, me escreve com o pulso livre e a aura clara com a cara limpa e a vontade de lado como um talismã. Deixa subentendido meu nome na tua caligrafia sem pretensão de ser bonita aos olhos; me deixa nas curvas dos “os” e dos “us” dita as minhas cores e traduz o místico do meu perfume. Me descreve nua e crua, como se pudesse ter tua dentro do teu peito e espírito livre, louco, melancólico. Me põe no colo, me guarda no cheiro da tua nuca nua e na tua cabeça que brinca com a minha e me tira o sono. Tira a roupa e me escreve nos teus pelos, no teu tato que se arrepia. Me descreve e escreve de forma racional e depois como quimera como se fosse eu um ser transcendental e indomável e que não cabe na tua vida, no teu céu. Que não cabe na tua cama nem no teu papel.
- Helena França.   (via oxigenio-dapalavra)
Literatura, umas garrafas de cerveja jogadas, idas semanais a um bordel e pedaços de um caderno de poesia. Isso era tudo o que me restava; A vida tão injusta te matou e esqueceu de me levar junto.
- Amsterdã, 1957. (via oxigenio-dapalavra)

http://reciprociar.tumblr.com/post/95708585611/que-eu-morro-de-medo-que-o-ceu-caia-em-mim-de-uma

reciprociar:

Que eu morro de medo que o céu caia em mim de uma vez. Por enquanto ele pesa, alguns dias pesa muito muito, mas tá dando pra aguentar. Eu não sei o que tem por trás dele, então o medo e a curiosidade se juntam e não cabem em mim. A maioria das coisas não cabe em mim, mas eu sou teimosa e quero…







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